Moçambique tem em curso investimentos de aproximadamente 4,5 mil milhões de dólares no Corredor de Nacala, 2 mil milhões de dólares no Corredor de Maputo e mais de mil milhões de dólares no Corredor da Beira. Os valores foram anunciados pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante a abertura do Fórum de Exposição de Investimentos em Transportes e Logística (TRANS-LOG MOZ 2026), realizado a 4 de Novembro, em Maputo.
Os investimentos, que no conjunto ultrapassam 7,5 mil milhões de dólares, destinam-se à modernização das infra-estruturas de transporte e logística, ao reforço da capacidade operacional dos corredores e à consolidação da posição de Moçambique como plataforma logística regional para os países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
No Corredor de Maputo, as intervenções abrangem a modernização do Porto de Maputo, melhorias na Estrada Nacional Número 4 (EN4) e infra-estruturas fronteiriças, incluindo a ligação com a África do Sul. No Corredor da Beira, os investimentos contemplam o desenvolvimento do porto seco de Dondo e o reforço das ligações fronteiriças, com destaque para Machipanda, facilitando o comércio com o Zimbabwe, Malawi, Zâmbia e República Democrática do Congo.
Por sua vez, no Corredor de Nacala, os investimentos estão orientados para a melhoria das infra-estruturas ferroviárias e portuárias, incluindo a modernização do Porto de Nacala, o desenvolvimento de uma Zona Económica Especial e a expansão de parques industriais. A estratégia pretende transformar o Norte do país num centro de produção, comércio, industrialização e integração económica.
Daniel Chapo destacou também a importância da participação do sector privado na mobilização de capital para estas infra-estruturas, através de parcerias público-privadas, concessões e modelos de construção, operação e transferência (BOT). Defendeu ainda que a modernização dos corredores deve ser acompanhada pela simplificação dos procedimentos administrativos, transparência, integridade e digitalização dos serviços.
O Chefe do Estado apelou à transformação dos corredores logísticos em plataformas de industrialização e criação de emprego, capazes de reduzir os custos de transporte, dinamizar a actividade económica e aprofundar a integração regional.