AIMO lança programa que vai qualificar soldadores moçambicanos para emprego em Portugal

Vinte jovens moçambicanos vão beneficiar de um novo programa de formação e mobilidade profissional que lhes permitirá obter certificação internacional em soldadura e aceder a oportunidades de emprego em Portugal, numa iniciativa que reforça a qualificação da mão-de-obra nacional e responde à crescente procura por técnicos especializados.

O programa foi lançado pela Associação Industrial de Moçambique (AIMO), em parceria com o Centro de Formação Profissional em Metalurgia e Mecânica (CFPM), a empresa portuguesa CSWind e entidades apoiadas pelo Governo de Portugal, estabelecendo uma ligação directa entre formação técnica, certificação profissional e inserção no mercado de trabalho.

Segundo o presidente da AIMO, Paulo Chibanga, os participantes iniciarão uma formação de três meses em Moçambique, seguindo depois para Portugal, onde frequentarão um mês de especialização antes de integrarem empresas do sector.

“Cerca de 20 moçambicanos vão iniciar o curso já com vagas de trabalho disponíveis em Portugal”, afirmou o responsável.

O lançamento da iniciativa coincidiu com a realização da 4.ª Assembleia Geral e Conferência Internacional da Federação Pan-Africana de Soldadura (TWF), em Maputo, onde foi igualmente oficializada a criação da TWF Moçambique, organização dedicada à promoção da formação, certificação e desenvolvimento profissional dos técnicos de soldadura.

Durante o encontro, Paulo Chibanga destacou que África atravessa uma fase de forte expansão industrial, impulsionada por investimentos nos sectores da energia, mineração, infra-estruturas e indústria transformadora. No entanto, defendeu que o verdadeiro impacto destes investimentos dependerá da capacidade de formar profissionais qualificados e aumentar a participação das empresas africanas nas cadeias de valor dos grandes projectos.

Para Moçambique, esta aposta ganha especial importância numa altura em que os grandes projectos de gás natural, mineração e infra-estruturas deverão aumentar significativamente a procura por mão-de-obra especializada. A AIMO considera que o reforço das competências técnicas permitirá aos profissionais moçambicanos competir tanto no mercado nacional como internacional, ao mesmo tempo que fortalece o conteúdo local e a competitividade da indústria nacional.

Fonte: DiarioEconomico.

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