ANAC prevê investimento anual de 4 milhões de dólares por área de conservação para fortalecer biodiversidade

Moçambique poderá reforçar significativamente a gestão das suas áreas de conservação com investimentos estimados em cerca de 4 milhões de dólares por ano para cada área protegida, uma medida que pretende garantir maior sustentabilidade ambiental, melhorar a protecção da biodiversidade e impulsionar o turismo baseado na natureza.

A estimativa foi avançada pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), que considera o financiamento adequado das áreas protegidas como um factor essencial para assegurar a preservação dos ecossistemas e aumentar a capacidade de gestão dos parques e reservas nacionais.

O investimento previsto deverá apoiar diversas áreas estratégicas, incluindo a conservação da fauna e flora, combate à caça furtiva, melhoria das infra-estruturas turísticas, reforço das equipas de fiscalização e desenvolvimento de iniciativas que beneficiem directamente as comunidades residentes nas zonas de conservação.

Segundo a ANAC, o fortalecimento financeiro das áreas de conservação é fundamental para transformar estes espaços em motores de desenvolvimento económico local, através da promoção do ecoturismo, criação de emprego e geração de oportunidades para as populações que vivem nas proximidades.

Moçambique possui algumas das áreas naturais mais importantes da região, incluindo parques nacionais e reservas com elevado potencial turístico e ecológico. A aposta em investimentos sustentáveis poderá aumentar a capacidade do país de atrair visitantes internacionais e parceiros interessados na conservação ambiental.

A iniciativa surge num contexto em que o Governo procura conciliar a protecção dos recursos naturais com o desenvolvimento económico, promovendo modelos de gestão que garantam benefícios ambientais e sociais de longo prazo.

Com maior investimento e uma gestão mais eficiente, as áreas de conservação poderão assumir um papel ainda mais relevante na economia nacional, contribuindo para a preservação do património natural de Moçambique e para a criação de novas fontes de rendimento nas comunidades locais.

Fonte: Diarioeconomico

Partilhar:

Notícias Relacionadas

Buscar no Site