Os vastos recursos naturais de Moçambique representam uma oportunidade única para acelerar o desenvolvimento do país, mas só produzirão benefícios duradouros se forem convertidos em investimentos estratégicos em infra-estruturas, educação, saúde, agricultura e emprego. A posição foi defendida pelo Banco Mundial durante a Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável, realizada em Maputo.
O director do Banco Mundial para Moçambique, Filly Sissoko, destacou que a riqueza proveniente do gás natural e dos recursos minerais, por si só, não garante prosperidade. Segundo o responsável, o verdadeiro impacto dependerá da capacidade do país em transformar essas receitas em activos produtivos, capazes de impulsionar a modernização da economia e melhorar a qualidade de vida da população.
Entre as prioridades apontadas estão o fortalecimento das infra-estruturas, o desenvolvimento da agricultura, o investimento em capital humano, a expansão dos serviços digitais e a criação de empregos, factores considerados essenciais para promover uma transformação económica sustentável e inclusiva.
O Banco Mundial considera igualmente que uma administração pública moderna, eficiente e orientada para resultados será determinante para garantir uma gestão responsável dos recursos naturais e assegurar que o crescimento económico se traduza em benefícios concretos para os cidadãos.
Durante o mesmo evento, a União Europeia reafirmou o compromisso de continuar a apoiar os programas de desenvolvimento de Moçambique, reconhecendo os progressos alcançados nas últimas décadas, mas alertando para os desafios persistentes relacionados com a pobreza, as desigualdades, os impactos das alterações climáticas e a situação de segurança em Cabo Delgado.
A conferência reuniu representantes do Governo, parceiros de desenvolvimento, sector privado e academia para avaliar o percurso do país entre 2000 e 2025 e definir prioridades para as próximas décadas. O encontro pretende contribuir para a construção de uma estratégia de desenvolvimento que permita transformar a riqueza natural de Moçambique num verdadeiro motor de crescimento económico, criação de emprego e prosperidade para as futuras gerações.
Fonte: Lusa