Como transformar o potencial industrial de Moçambique em produção, competitividade e oportunidades para as empresas nacionais?
Esta foi uma das questões que marcou o Fórum MozIndus, realizado na FACIM, no dia 2 de Setembro, organizado pela Associação Industrial de Moçambique (AIMO), em parceria com a APIEX e a UNIDO. O evento juntou diferentes actores para debater os desafios e as oportunidades para o desenvolvimento da indústria em Moçambique, desde o investimento e financiamento à competitividade, capital humano e fortalecimento da capacidade produtiva nacional.
O Bureau de Conteúdo Local (BCL) participou no segmento Oportunidades de Investimento e Negócios na Indústria, num painel que reuniu representantes do Projecto ZEPA, ENH, TotalEnergies, Sasol, BCX e Escopil, trazendo diferentes perspectivas sobre as oportunidades existentes nas cadeias de valor nacionais.
Na sua intervenção, Katya Coelho, Gestora do Bureau de Conteúdo Local, apresentou a visão e o trabalho desenvolvido pelo BCL para transformar o Conteúdo Local em oportunidades concretas para as empresas e para a economia nacional. Entre os desafios destacados estiveram o acesso à informação, o desenvolvimento de competências, o financiamento e a necessidade de maior articulação entre os diferentes actores para aumentar a participação das empresas moçambicanas nas cadeias de valor.
“Vemos o Conteúdo Local como uma ponte entre investimento e desenvolvimento, para que os investimentos no país se traduzam em empresas nacionais mais fortes, emprego, competências, capacidade produtiva e desenvolvimento económico local.” — Katya Coelho
Mais do que comprar local, o desafio é criar condições para que as empresas nacionais possam produzir, competir e crescer.
Ao longo do MozIndus, esta visão cruzou-se com outros debates importantes, desde o processamento agroindustrial e a transformação local de minerais e hidrocarbonetos até às novas possibilidades trazidas pela automação, IoT e Inteligência Artificial.
As oportunidades existem. O desafio é aproximá-las das empresas, melhorar o acesso à informação, desenvolver competências e criar condições para que fornecedores nacionais respondam às exigências dos grandes projectos.
No final, fica uma mensagem simples: é preciso passar da conversa à acção, produzir mais em Moçambique, fortalecer as empresas nacionais e fazer com que o investimento gere cada vez mais valor dentro do país.
