CASP 2026 vai apresentar oportunidades de investimento de 1,2 mil milhões de dólares em sectores estratégicos

A XXI Conferência Anual do Sector Privado (CASP) deverá colocar em destaque projectos de investimento avaliados em cerca de 1,2 mil milhões de dólares, reforçando o papel do sector privado na diversificação da economia moçambicana e na promoção do crescimento sustentável.

O evento, agendado para os dias 14 e 15 de Julho, em Maputo, concentrará as discussões em áreas estratégicas como agro-negócio, logística, turismo e digitalização, sectores considerados fundamentais para impulsionar a competitividade do país.

A informação foi avançada pela directora executiva da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Teresa Muenda, durante a XIII Sessão do Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios (CMAN).

A conferência contará com dois painéis de alto nível, liderados pelo Presidente da República, Daniel Chapo, e pela Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, além de quatro sessões bilaterais de promoção de investimento entre Moçambique e parceiros internacionais, incluindo Japão, China, Portugal e países africanos.

O programa integra ainda dez sessões paralelas, dedicadas à identificação de oportunidades de negócio, reforço da cooperação empresarial e atracção de novos investimentos.

Durante a sessão, Teresa Muenda reconheceu que a economia moçambicana enfrentou desafios significativos nos últimos anos, marcados pela pandemia da Covid-19, eventos climáticos extremos, instabilidade social e tensões geopolíticas internacionais. Ainda assim, destacou que o país começa a registar sinais positivos de reformas estruturais, reflectidos nas prioridades definidas pelo Plano Quinquenal do Governo 2025–2029.

Por sua vez, o presidente da CTA, Álvaro Massingue, alertou que persistem obstáculos que continuam a limitar o crescimento do sector privado. Entre as principais preocupações destacam-se a complexidade do sistema fiscal, os elevados custos de conformidade, a reduzida previsibilidade tributária e os atrasos nos pagamentos do Estado e nos reembolsos do IVA.

O dirigente empresarial defendeu ainda uma maior coordenação entre as instituições públicas, sobretudo na aplicação dos benefícios fiscais concedidos aos investidores, sublinhando que a segurança jurídica continua a ser um factor determinante para reforçar a confiança e atrair novos investimentos.

Apesar dos desafios, a CTA saudou a aprovação do novo quadro legal do Conteúdo Local, considerando que representa uma oportunidade estratégica para transformar os recursos naturais em desenvolvimento económico, fortalecer as empresas nacionais e gerar mais emprego para os moçambicanos.

A CASP 2026 deverá reunir Governo, empresários, investidores e parceiros internacionais, consolidando-se como uma das principais plataformas de diálogo económico e promoção do investimento em Moçambique.

Fonte: Agência de Informação de Moçambique.

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