África poderá criar cerca de 33 milhões de novos empregos até 2030 através da transição para uma economia verde, impulsionada por investimentos em energias renováveis, agricultura sustentável, conservação ambiental e novas cadeias de valor ligadas à sustentabilidade.
A perspectiva surge num momento em que o continente procura conciliar crescimento económico, geração de emprego e resposta aos desafios das alterações climáticas, aproveitando o seu vasto potencial em recursos naturais e energias limpas.
Segundo análises sobre o potencial da economia verde africana, sectores como energia renovável, gestão de resíduos, mobilidade sustentável, agricultura resiliente e restauração de ecossistemas poderão tornar-se importantes motores de criação de oportunidades profissionais, sobretudo para jovens.
A transformação energética é apontada como uma das áreas com maior capacidade de gerar emprego, devido à crescente procura por soluções de baixo carbono e ao aumento dos investimentos em projectos de energia solar, eólica e outras fontes renováveis.
Para Moçambique, esta tendência representa uma oportunidade estratégica, considerando o potencial do país em energias renováveis, recursos naturais e soluções baseadas na natureza. A aposta numa economia verde poderá contribuir para diversificar a base produtiva, estimular novas áreas de negócio e criar oportunidades para empresas nacionais e jovens profissionais.
Especialistas defendem, contudo, que para transformar este potencial em resultados concretos será necessário reforçar o investimento em formação profissional, inovação tecnológica, financiamento sustentável e políticas públicas que facilitem a participação do sector privado.
Com uma população jovem e uma crescente procura global por soluções sustentáveis, África posiciona-se como um dos continentes com maior potencial para beneficiar da economia verde, transformando os desafios ambientais numa oportunidade para acelerar o desenvolvimento económico e a criação de emprego.
Fonte: Revista Tempo