Eni vê espaço para empresas moçambicanas competitivas nos projectos de gás

A Eni considera que existe um enorme potencial para aumentar a participação das empresas moçambicanas nos grandes projectos de gás natural, desde que estas consigam responder aos elevados padrões internacionais de qualidade, segurança e eficiência exigidos pela indústria.

A posição foi apresentada durante a XXI Conferência Anual do Sector Privado (CASP), onde a multinacional italiana reafirmou o seu compromisso com o desenvolvimento do conteúdo local e com a integração de fornecedores nacionais nas cadeias de fornecimento dos projectos energéticos em Moçambique.

Segundo a empresa, o objectivo não passa apenas por reservar oportunidades para empresas locais, mas por criar um ambiente que lhes permita competir em igualdade de condições através do reforço das suas capacidades técnicas, operacionais e de gestão.

A Eni destacou que o desenvolvimento de fornecedores nacionais exige investimentos contínuos em certificação, formação, inovação, adopção de tecnologia e melhoria dos sistemas de gestão, factores considerados indispensáveis para responder às exigências dos grandes operadores internacionais.

A empresa sublinhou ainda que a implementação efectiva da Lei do Conteúdo Local poderá desempenhar um papel decisivo na criação de um ecossistema mais favorável ao crescimento das empresas moçambicanas, promovendo maior previsibilidade, transparência e divulgação das oportunidades de contratação.

A multinacional participa em alguns dos principais projectos de gás natural do país, incluindo o Coral Sul FLNG, actualmente em produção, e o Coral Norte FLNG, além de integrar o consórcio responsável pelo Rovuma LNG, na Área 4 da Bacia do Rovuma.

Com a retoma dos grandes investimentos em gás natural liquefeito, a Eni considera que Moçambique reúne condições para desenvolver uma base sólida de fornecedores nacionais, capaz de gerar emprego qualificado, promover a transferência de tecnologia e aumentar a retenção de valor na economia.

O fortalecimento da competitividade das empresas moçambicanas é apontado como um dos factores-chave para garantir que os benefícios dos megaprojectos energéticos se traduzam em oportunidades concretas de crescimento para o sector privado nacional e para o desenvolvimento económico sustentável do país.

Fonte: ecofinagency

Partilhar:

Notícias Relacionadas

Buscar no Site