A ExxonMobil nomeou Johanna Boothey como nova country manager e presidente da empresa em Moçambique, numa altura em que a petrolífera se prepara para tomar uma decisão final de investimento sobre o projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) do Rovuma, avaliado em cerca de 30 mil milhões de dólares.
Boothey sucede a Liam Mallon, que liderava as operações da ExxonMobil no país há vários anos. A empresa confirmou a transição num momento considerado decisivo para o avanço do projecto, que continua a ser um dos maiores desenvolvimentos de gás em África.
Projecto do Rovuma ganha novo impulso após anos de suspensão
O projecto Rovuma LNG tem vindo a recuperar dinamismo depois de uma suspensão de cerca de quatro anos associada à insegurança na província de Cabo Delgado.
A ExxonMobil levantou a declaração de força maior no final de 2025, permitindo a retoma progressiva dos trabalhos de engenharia e procurement. A produção inicial está actualmente prevista para 2030, caso a decisão final de investimento avance conforme o calendário esperado.
Estrutura do projecto e capacidade de produção
O projecto prevê duas unidades de liquefação com capacidade combinada de 18 milhões de toneladas de GNL por ano, a instalar na península de Afungi, na Área 4 da Bacia do Rovuma.
O desenvolvimento será abastecido por gás offshore, num consórcio liderado pela ExxonMobil em parceria com a Eni, responsável pelas operações upstream, e com participação da Mozambique Rovuma Venture (MRV), Galp, KOGAS e ENH.
Sector do GNL entra numa fase decisiva
A nomeação da nova liderança surge num contexto de aceleração do sector do gás em Moçambique, com vários projectos a retomarem actividades e a aproximarem-se de decisões críticas de investimento.
Em paralelo, o Governo moçambicano tem vindo a reforçar a supervisão regulatória dos projectos da Bacia do Rovuma, num momento em que também o projecto da TotalEnergies e outras iniciativas associadas avançam para fases de execução mais intensas.
O desempenho futuro do Rovuma LNG é considerado estratégico para a economia moçambicana, dado o volume estimado de reservas na região, superior a 100 biliões de pés cúbicos, o que coloca a bacia entre as maiores descobertas de gás natural em África.
Fonte: ecofinagency.
Imagem: made.in.be