A retoma do projecto Rovuma LNG poderá colocar cerca de 4 mil milhões de dólares directamente na economia moçambicana, através de despesas locais previstas pela ExxonMobil ao longo da implementação do megaprojecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) na Área 4 da Bacia do Rovuma.
O valor representa uma oportunidade de grande dimensão para o sector privado nacional, sobretudo para empresas capazes de integrar a cadeia de fornecimento do projecto e responder aos requisitos técnicos e operacionais da indústria de petróleo e gás.
O Rovuma LNG prevê uma capacidade de produção de cerca de 18 milhões de toneladas de GNL por ano, tornando-se num dos maiores projectos energéticos actualmente em desenvolvimento em África. A decisão final de investimento é aguardada com expectativa, depois dos avanços registados no relançamento do empreendimento.
Os cerca de 4 mil milhões de dólares destinados a despesas locais poderão abranger uma vasta gama de bens e serviços, incluindo construção, logística, transporte, manutenção, alimentação, segurança, alojamento, engenharia e outros serviços de apoio às operações.
Para as empresas moçambicanas, a dimensão deste valor reforça a necessidade de preparação antecipada. O acesso às oportunidades dependerá da capacidade das empresas nacionais de demonstrar competências técnicas, capacidade financeira, padrões de segurança e qualidade, bem como de estabelecer parcerias com fornecedores internacionais.
O impacto poderá estender-se também à criação de emprego e ao desenvolvimento de competências nacionais. A execução de um projecto desta dimensão deverá exigir milhares de trabalhadores durante diferentes fases, criando procura por profissionais especializados e mão-de-obra de apoio.
A oportunidade ganha maior relevância num momento em que Moçambique procura transformar a retoma dos grandes projectos de gás em benefícios mais abrangentes para a economia nacional, através do fortalecimento do conteúdo local e da participação efectiva das empresas moçambicanas.
Se concretizado, o investimento local previsto pela ExxonMobil poderá representar uma das maiores injecções de capital na cadeia empresarial moçambicana associadas a um único projecto, colocando novamente Cabo Delgado e a Bacia do Rovuma no centro das perspectivas de crescimento do sector energético nacional.
O desafio agora será garantir que os 4 mil milhões de dólares não sejam apenas um valor gasto em Moçambique, mas se transformem em contratos, empresas mais fortes, trabalhadores qualificados e capacidade produtiva que permaneça no país muito depois da conclusão do projecto.
Fonte: Theenergyyear