ExxonMobil reforça confiança no Rovuma LNG antes da decisão final de investimento

A ExxonMobil reafirmou o seu compromisso com o desenvolvimento do projecto Rovuma LNG, na Área 4 da Bacia do Rovuma, durante uma audiência entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e a nova directora-geral da empresa em Moçambique, Johanna Boothey.

O encontro acontece numa fase decisiva para o projecto, com os parceiros da Área 4 a apontarem para a decisão final de investimento (FID) no terceiro trimestre de 2026. Este marco será determinante para o arranque da fase de construção em larga escala de um dos maiores projectos de gás natural liquefeito em desenvolvimento em África.

Decisão final de investimento aproxima-se

A FID representa a aprovação definitiva para a mobilização dos investimentos necessários à construção das infra-estruturas, aquisição de equipamentos e implementação operacional do projecto.

Após a retoma dos trabalhos de engenharia e o levantamento da situação de força maior no final de 2025, a ExxonMobil considera que o projecto está a avançar positivamente, reforçando a confiança dos investidores e dos parceiros internacionais.

O Rovuma LNG é visto como um dos maiores potenciais motores de investimento directo estrangeiro em Moçambique, com impacto esperado na economia, nas exportações e na geração de emprego.

Novo conceito técnico procura maior eficiência

A empresa submeteu recentemente ao Governo um plano de desenvolvimento revisto, baseado num conceito técnico que pretende aumentar a capacidade produtiva e melhorar a eficiência operacional do projecto.

Segundo a ExxonMobil, a nova abordagem permitirá aproveitar economias de escala, reduzir custos unitários e reforçar a competitividade do empreendimento no mercado global de gás natural liquefeito.

Os recursos da Área 4 poderão sustentar, ao longo das diferentes fases de desenvolvimento, uma capacidade superior a 40 milhões de toneladas anuais de GNL, consolidando Moçambique como um dos principais produtores mundiais deste recurso.

Receitas estimadas em 150 mil milhões de dólares

A multinacional estima que o Rovuma LNG possa gerar até 150 mil milhões de dólares em receitas para o Estado moçambicano ao longo de cerca de 30 anos de operação.

Embora esta projecção dependa de factores como preços internacionais, volumes de produção, condições de mercado e enquadramento fiscal, o potencial económico do projecto é considerado transformador para o país.

Especialistas defendem, contudo, que a materialização destes benefícios exigirá uma gestão transparente das receitas, investimentos em infra-estruturas, capital humano e diversificação económica.

Conteúdo local e qualificação ganham importância

Com a aproximação da decisão final de investimento, aumenta também a necessidade de preparar empresas e profissionais moçambicanos para participarem na cadeia de fornecimento do projecto.

A indústria de GNL exige elevados padrões de qualidade, segurança e certificação, tornando essencial o reforço da formação profissional, do acesso ao financiamento e da capacitação das pequenas e médias empresas nacionais.

A ExxonMobil destacou que continua a apoiar programas de desenvolvimento de competências e iniciativas de fortalecimento do conteúdo local, procurando ampliar a participação de empresas moçambicanas nas futuras oportunidades de negócio.

Segurança continua a ser factor determinante

A estabilidade em Cabo Delgado permanece um elemento fundamental para a concretização do projecto.

O avanço do Rovuma LNG continuará dependente da manutenção das condições de segurança, da protecção das comunidades locais e da criação de um ambiente favorável ao investimento.

A aproximação da FID representa um momento decisivo para Moçambique, que procura transformar os seus recursos de gás natural numa plataforma de crescimento económico, desenvolvimento industrial e criação de oportunidades para empresas e cidadãos nacionais.

Fonte: O Económico.

Partilhar:

Notícias Relacionadas

Buscar no Site