Fundo Soberano de Moçambique ultrapassa 118 milhões de dólares em apenas sete meses

O Fundo Soberano de Moçambique (FSM) continua a consolidar-se como um dos principais instrumentos para a gestão das receitas provenientes da exploração de gás natural. Em apenas sete meses de gestão pelo Banco de Moçambique, o valor de mercado do Fundo aumentou mais de 7,5%, atingindo 118,3 milhões de dólares.

O desempenho positivo resulta da combinação entre as primeiras receitas da exploração de gás natural e os rendimentos gerados pelas aplicações financeiras realizadas nos mercados internacionais.

Primeiras receitas do gás reforçam o Fundo

O arranque operacional do Fundo ocorreu em 10 de Dezembro de 2025, quando o Governo transferiu 109,97 milhões de dólares provenientes da exploração de gás para a sua capitalização inicial. Menos de um mês depois, em 6 de Janeiro, foi efectuado um novo reforço de 6,159 milhões de dólares.

De acordo com os dados mais recentes do Banco de Moçambique, referentes a 2 de Julho, o Fundo apresenta um capital de 118,021 milhões de dólares e um valor de mercado de 118,326 milhões de dólares, reflectindo a valorização das aplicações financeiras.

Um instrumento para as futuras gerações

Criado em 2023, o Fundo Soberano foi concebido para assegurar que parte das receitas da exploração de petróleo e gás seja transformada em poupança e investimento de longo prazo. A legislação determina que 40% das receitas anuais do gás natural sejam canalizadas para o Fundo, contribuindo para a estabilidade das finanças públicas e para a criação de riqueza destinada às futuras gerações.

O Banco de Moçambique, responsável pela gestão operacional, defende que o mecanismo permitirá maximizar os benefícios económicos dos recursos naturais, reforçando simultaneamente a capacidade do Estado para enfrentar períodos de volatilidade das receitas provenientes do sector extractivo.

Gás natural impulsiona nova fase económica

A evolução do Fundo Soberano coincide com a retoma dos grandes projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL) na Bacia do Rovuma, liderados pela TotalEnergies, ExxonMobil e Eni. Com o aumento esperado das exportações nos próximos anos, o Fundo deverá continuar a crescer, reforçando o seu papel como reserva estratégica para o desenvolvimento económico sustentável de Moçambique.

Fonte: Correiodamanhacanada.

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