O Governo reafirmou a sua estratégia de transformar Moçambique num centro logístico regional, apostando no desenvolvimento de corredores integrados, na modernização das infra-estruturas de transporte e na mobilização de investimento privado para sectores estratégicos da economia.
A visão foi apresentada pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, durante um encontro com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique, onde foram discutidas as reformas em curso para aumentar a competitividade logística do país.
Segundo o governante, Moçambique possui vantagens geográficas únicas, incluindo uma costa com mais de 2.700 quilómetros e importantes infra-estruturas portuárias que servem vários países do interior da África Austral. Contudo, reconheceu que este potencial ainda não foi plenamente aproveitado para impulsionar o crescimento económico nacional.
A nova estratégia assenta na integração dos sectores dos portos, caminhos-de-ferro, estradas e aviação sob uma abordagem coordenada, com o objectivo de reduzir a fragmentação institucional, acelerar a tomada de decisões e melhorar a execução de projectos estruturantes.
Os corredores de Maputo, Beira e Nacala passam a ser encarados como plataformas económicas integradas, capazes de combinar serviços logísticos, actividades industriais e comércio regional. No caso do Corredor de Maputo, o Governo estima investimentos na ordem dos 2,5 mil milhões de dólares para expandir a capacidade logística e responder ao crescimento da procura.
O Executivo defende igualmente uma maior liberalização do sector ferroviário, permitindo a entrada de novos operadores e promovendo maior concorrência. A medida visa aumentar a eficiência operacional, melhorar a qualidade dos serviços e reduzir custos para empresas e utilizadores.
Paralelamente, decorrem reformas legislativas e institucionais nos sectores rodoviário, portuário e da aviação civil, incluindo a revisão de legislação estratégica e o fortalecimento dos mecanismos de regulação.
O encontro serviu ainda para reforçar o apelo à participação do sector privado em concursos públicos e parcerias estruturantes, consideradas fundamentais para financiar a expansão das infra-estruturas e consolidar Moçambique como uma plataforma logística de referência na região.
A estratégia integra os esforços do Governo para promover a competitividade, aprofundar a integração regional e criar condições mais atractivas para o investimento nacional e estrangeiro, aproveitando a posição geográfica privilegiada do país como porta de entrada para os mercados da África Austral.