O Governo moçambicano pretende avançar com a implementação de um Sistema de Transporte Rápido Autónomo (ART – Autonomous Rapid Transit) na Área Metropolitana de Maputo, através de uma parceria com o sector privado, incluindo uma linha com cerca de 30 quilómetros que ligará Maputo, Matola e Boane.
A iniciativa foi anunciada através de um edital lançado pelo Ministério dos Transportes e Logística e pela Agência Metropolitana de Transportes de Maputo, destinado à contratação de uma empresa de assistência técnica que apoiará o processo de selecção da entidade responsável pela concepção, construção e operação do sistema.
O futuro operador deverá desenvolver o projecto detalhado, fornecer o material circulante e os sistemas tecnológicos, construir as infra-estruturas necessárias e assegurar a operação inicial do sistema, cuja gestão será posteriormente transferida de forma gradual para o Estado.
O projecto contempla, entre outras componentes, a Linha 2 da rede metropolitana, que estabelecerá uma ligação entre as cidades de Maputo e Matola, estendendo-se até ao município da Boane.
O concurso para manifestação de interesse permanece aberto até 3 de Junho de 2026.
A iniciativa integra a estratégia nacional de melhoria da mobilidade urbana na Área Metropolitana de Maputo, onde o crescimento populacional e a procura por transporte público continuam a representar desafios significativos.
Recentemente, o Presidente da República, Daniel Chapo, reconheceu a necessidade de reforçar as soluções de mobilidade urbana, apesar da introdução de cerca de 190 novos autocarros movidos a gás natural para o transporte público na região.
Segundo o Chefe de Estado, o Governo está igualmente a trabalhar na implementação do projecto de metro de superfície, considerado uma das componentes centrais do programa integrado de mobilidade urbana da capital.
A estratégia prevê a articulação entre diferentes soluções de transporte, incluindo autocarros convencionais, sistemas Bus Rapid Transit (BRT) e o futuro metro de superfície, com o objectivo de melhorar a circulação de passageiros e reduzir os constrangimentos de transporte na região metropolitana.
A aposta no transporte movido a gás natural faz igualmente parte da política governamental de valorização dos recursos energéticos nacionais e de redução dos custos operacionais do transporte público, num contexto marcado pela subida dos preços internacionais dos combustíveis.
Fonte: Impala News / Lusa.