O Governo pretende criar 500 mil postos de trabalho através do fortalecimento do movimento cooperativo, numa estratégia que visa impulsionar o empreendedorismo, aumentar a produção nacional e promover a inclusão económica em diferentes regiões do país.
A iniciativa aposta nas cooperativas como instrumentos de desenvolvimento local, permitindo que pequenos produtores, empreendedores e comunidades organizem a sua actividade económica, tenham maior acesso a financiamento, tecnologia e mercados, e aumentem a produtividade.
Segundo o Executivo, o sucesso da estratégia dependerá da viabilidade económica das cooperativas e da capacidade de criar modelos de negócio sustentáveis, capazes de gerar rendimento e emprego de forma duradoura.
A aposta abrange sectores como agricultura, pesca, indústria, comércio, serviços e transformação de produtos, procurando estimular cadeias de valor que reforcem a produção nacional e reduzam a dependência das importações.
Para alcançar a meta, o Governo prevê reforçar os programas de capacitação, facilitar o acesso ao crédito, melhorar a assistência técnica e criar condições para que as cooperativas possam crescer e competir no mercado.
Especialistas consideram que o principal desafio será assegurar uma gestão eficiente das cooperativas, garantir a sua sustentabilidade financeira e fortalecer a governação interna, factores determinantes para que possam gerar os empregos previstos.
Se a estratégia for implementada com sucesso, o modelo cooperativo poderá tornar-se um importante motor da economia nacional, contribuindo para a criação de oportunidades de trabalho, o desenvolvimento rural e a redução da pobreza, ao mesmo tempo que reforça a participação das comunidades no crescimento económico de Moçambique.
Fonte: OEconomico