A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) defende que a indústria petrolífera moçambicana tem um futuro “muito positivo” e reúne condições para se consolidar como um dos principais motores do crescimento económico do país nos próximos anos.
A posição foi apresentada durante uma conferência empresarial em Maputo, que juntou representantes do Governo, investidores, instituições financeiras e operadores do sector energético.
Segundo a administradora do pelouro de Pesquisa e Produção da ENH, Mevace Muhai, o país dispõe de um conjunto significativo de projectos de petróleo e gás em diferentes fases de desenvolvimento, com potencial para gerar novas oportunidades de investimento, emprego e desenvolvimento de competências.
A responsável destacou ainda que a indústria poderá ter um impacto transversal na economia, impulsionando sectores como transportes, logística, construção civil, serviços especializados e formação técnico-profissional.
A ENH sublinha também a importância de reforçar o conteúdo local, garantindo maior participação de empresas moçambicanas na cadeia de valor dos grandes projectos energéticos.
No mesmo painel, a representante da Eni, Marica Calabrese, afirmou que a empresa já assinou mais de 100 contratos com empresas nacionais, reforçando o papel do conteúdo local e da capacitação da mão-de-obra moçambicana. Destacou ainda que a plataforma flutuante de GNL funciona também como um espaço de formação técnica para trabalhadores locais.
Por sua vez, o representante do Banco Africano de Desenvolvimento, Rómulo Cunha Corrêa, sublinhou que o investimento no sector energético é essencial para impulsionar a industrialização e melhorar a qualidade de vida da população, defendendo que o acesso à energia deve ser uma prioridade estratégica para países em desenvolvimento como Moçambique.
O encontro reforçou a visão de que o sector de petróleo e gás continua a ser um dos pilares estratégicos da economia nacional, com potencial para contribuir para a diversificação económica, geração de emprego e aumento da participação das empresas locais nos grandes projectos energéticos.
Fonte: Jornal Notícias.