Moçambique defende que tecnologia deve criar emprego para jovens

A ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, defendeu em Genebra que a inovação tecnológica deve ser orientada para a criação de oportunidades de emprego para os jovens, assegurando simultaneamente a protecção laboral, a justiça social e a dignidade dos trabalhadores.

A posição foi apresentada durante a 114.ª Conferência Internacional do Trabalho, organizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que decorre até 12 de Junho e reúne representantes de 187 Estados-membros, bem como entidades de empregadores e trabalhadores.

Segundo o Ministério do Trabalho, a intervenção de Moçambique destacou que o avanço da inteligência artificial e das plataformas digitais deve ser acompanhado por políticas que garantam trabalho digno e inclusão social, sobretudo para a população jovem.

O país sublinhou ainda a importância do diálogo tripartido entre governo, empregadores e sindicatos como elemento central para enfrentar os desafios do mercado de trabalho na era digital.

Durante a conferência, a OIT deverá apresentar um relatório sobre o impacto da inteligência artificial no emprego, alertando para a necessidade de orientar a transformação tecnológica para a criação de trabalho decente, inclusivo e sustentável.

Moçambique reconhece que o mercado de trabalho enfrenta desafios estruturais significativos, incluindo elevados níveis de desemprego, especialmente entre os jovens.

De acordo com dados governamentais, a taxa de desemprego jovem no país situa-se em cerca de 33,4%, num contexto em que o Governo pretende reduzir a taxa global de desemprego de 18,4% para 17% até 2029.

O Executivo aposta no sector privado como principal motor da criação de emprego, defendendo simultaneamente políticas que promovam inclusão, qualificação profissional e adaptação às novas dinâmicas tecnológicas.

Fonte: Lusa via Club of Mozambique.

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