A Primeira-Ministra de Moçambique, Benvinda Levi, defendeu uma reestruturação profunda do sector empresarial do Estado, com foco na sustentabilidade financeira, controlo do risco fiscal e prevenção do sobre-endividamento das empresas públicas.
A posição foi apresentada durante a cerimónia de tomada de posse dos novos presidentes dos conselhos de administração do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e do Fundo de Fomento da Habitação (FFH).
Foram empossados Danilo Nanla para o IGEPE, Rudêncio Morais para a ENH e Amorim Pery para o FFH, num contexto descrito como de reformas estruturais no sector empresarial do Estado.
Benvinda Levi afirmou que estas medidas visam tornar os sectores estratégicos da economia mais competitivos e orientados para o desenvolvimento socioeconómico do país, com o objectivo de reforçar a soberania económica.
No caso do IGEPE, a governante destacou a necessidade de consolidar os processos de reestruturação e viabilidade económica das empresas com participação do Estado, defendendo maior rigor financeiro e transparência na gestão pública.
Apelou ainda ao reforço das boas práticas de governação corporativa, da prestação de contas e do controlo interno das empresas públicas e participadas pelo Estado.
Relativamente à ENH, a Primeira-Ministra sublinhou que o país atravessa uma fase decisiva na exploração dos recursos naturais, com destaque para o gás natural da bacia do Rovuma, defendendo o alinhamento institucional para salvaguardar o interesse económico e energético nacional.
Sublinhou igualmente que os grandes projectos de gás natural devem traduzir-se em benefícios concretos para a população, incluindo criação de emprego, industrialização e redução da dependência de combustíveis importados.
Benvinda Levi destacou ainda a importância de Moçambique aproveitar as oportunidades decorrentes das tensões internacionais em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, reforçando o posicionamento do país como produtor de gás natural.
No sector da habitação, apelou ao FFH para maior dinamismo na implementação de programas de urbanização e expansão do acesso à habitação condigna, defendendo mais parcerias estratégicas e melhor coordenação interinstitucional.
Os novos dirigentes comprometeram-se com a melhoria da sustentabilidade das instituições, reforço da transparência e maior impacto económico e social das empresas do Estado.
Fonte: O País.