O Governo de Moçambique está a trabalhar na estruturação de projectos de adaptação e mitigação às mudanças climáticas com o objectivo de mobilizar financiamento público e privado para reforçar a resiliência dos sistemas agroalimentares do País.
A iniciativa foi discutida em Maputo, num encontro promovido pelo Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), pelo Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD) e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), que reuniu representantes do sector público e privado, instituições financeiras, produtores, investigadores e parceiros de desenvolvimento.
O encontro centrou-se na auscultação e validação da proposta do Plano de Investimento Climático para os Sistemas Agroalimentares de Moçambique, instrumento que pretende orientar a aplicação de capitais em sectores estratégicos da agricultura e em cadeias de valor consideradas prioritárias.
No âmbito deste processo, foi lançada uma chamada para ideias de projectos, com vista à criação de uma carteira inicial de iniciativas que combinem relevância climática, viabilidade financeira e capacidade de gerar benefícios para os intervenientes das cadeias de valor agroalimentares.
As discussões abordaram igualmente mecanismos para reduzir os riscos associados aos investimentos climáticos, procurando aumentar a confiança dos investidores e estimular uma maior participação do sector privado no financiamento da acção climática.
A aposta surge num contexto de crescente exposição do País a eventos climáticos extremos, com impactos na produção agrícola, infra-estruturas, rendimentos das famílias e segurança alimentar. A estratégia procura, por isso, aproximar as necessidades do sector produtivo das fontes de capital disponíveis.
O processo está integrado no projecto “Aumento do Co-investimento Público-Privado para a Acção Climática nos Sistemas Agroalimentares”, implementado pelo MAAP e pelo MPD, com assistência técnica da FAO e financiamento do Fundo Verde para o Clima (GCF).
O modelo prevê uma articulação entre instituições públicas, investidores, produtores e investigadores, com o objectivo de assegurar que os recursos destinados à acção climática contribuam para ganhos concretos de produtividade e para o reforço da resiliência dos sistemas agroalimentares moçambicanos.
Fonte: Port.pravda.ru