Moçambique prepara expansão de gasoduto para reforçar segurança de combustíveis na África Austral

Moçambique prepara uma expansão da sua infra-estrutura de transporte de combustíveis no corredor Beira–Harare, uma iniciativa que poderá reforçar significativamente a segurança energética da África Austral e consolidar o país como um corredor estratégico para o abastecimento regional.

O projecto prevê o aumento da capacidade de transporte de combustíveis através do pipeline que liga o Porto da Beira a Feruka, no Zimbabwe, com a instalação de novas estações de bombagem em Nhamatanda, na província de Sofala, e em Messica, na província de Manica. A expansão deverá elevar a capacidade do sistema de cerca de 3 milhões para 5 milhões de metros cúbicos por ano

A iniciativa ganha importância num contexto em que os países da região procuram reforçar a segurança do abastecimento e reduzir os riscos associados a interrupções nas cadeias internacionais de fornecimento de combustíveis.

Com uma rede de infra-estruturas que inclui portos, terminais e corredores logísticos, Moçambique ocupa uma posição estratégica para servir de porta de entrada de combustíveis destinados a vários mercados da África Austral.

A expansão poderá beneficiar sobretudo o Zimbabwe e outros mercados do interior da África Austral, reforçando as ligações logísticas entre o Porto da Beira e os países da região. O aumento da capacidade de transporte poderá contribuir para reduzir a pressão sobre o transporte rodoviário, melhorar a eficiência logística e aumentar a previsibilidade no fornecimento de combustíveis.

Para Moçambique, o projecto representa igualmente uma oportunidade para fortalecer o sector logístico e gerar novos negócios para empresas nacionais nas áreas de transporte, manutenção, engenharia, construção, armazenamento e serviços especializados.

A aposta em infra-estruturas de maior capacidade surge numa altura em que o país procura tirar maior partido da sua localização geográfica e transformar os seus corredores de transporte em plataformas de integração económica regional.

Se concretizada, a expansão poderá reforçar o papel de Moçambique não apenas como fornecedor e ponto de trânsito de combustíveis, mas como uma peça cada vez mais importante na arquitectura de segurança energética da África Austral.

Fonte: africanminingmarket

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