Moçambique Quer Afirmar-se Como Plataforma Energética Regional

Moçambique pretende consolidar-se como uma das principais plataformas energéticas da África Austral, apostando na electrificação universal, na expansão das energias renováveis e na integração dos mercados energéticos regionais. A visão foi apresentada pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, durante o Fórum de Negócios Coreia–África 2026, realizado em Seul.

Segundo o governante, a energia deve ser encarada não apenas como um instrumento de transição energética e descarbonização, mas também como um motor de desenvolvimento económico, inclusão social e transformação estrutural do país. Neste contexto, o acesso universal à electricidade até 2030 foi identificado como uma das principais prioridades nacionais.

Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá

Moçambique dispõe de um dos maiores potenciais energéticos da região, combinando recursos hidroeléctricos, solares, eólicos, biomassa e gás natural. Esta diversidade permite ao país desenvolver uma matriz energética equilibrada, capaz de responder simultaneamente às necessidades de crescimento económico, segurança energética e sustentabilidade ambiental.

O Governo defende uma transição energética justa e inclusiva, que contribua para melhorar as condições de vida da população, estimular o investimento, criar emprego e promover o desenvolvimento das comunidades. A estratégia procura compatibilizar os objectivos climáticos globais com os desafios nacionais relacionados com a pobreza, o acesso à energia e a industrialização.

Para concretizar esta visão, estão em curso reformas destinadas a melhorar o ambiente de negócios, incluindo a modernização do quadro legal e regulatório, a promoção de leilões de energias renováveis, o fortalecimento das parcerias público-privadas e a expansão das infra-estruturas energéticas.

A cooperação internacional é igualmente considerada essencial para acelerar a transformação do sector. Neste âmbito, a Coreia do Sul surge como um parceiro estratégico, devido à sua experiência em tecnologia, infra-estruturas e desenvolvimento industrial.

Com esta agenda, Moçambique procura posicionar-se não apenas como produtor de energia, mas também como um centro regional capaz de atrair investimento, reforçar a integração económica e utilizar os seus recursos energéticos para impulsionar o desenvolvimento sustentável e a competitividade da economia nacional.

Fonte: Oeconomico.

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