Moçambique quer usar inteligência artificial para criar emprego e reduzir desigualdades

Moçambique defendeu, em Genebra, uma abordagem centrada no ser humano para a utilização da inteligência artificial, considerando que a transformação digital deve servir como instrumento de criação de emprego, inclusão social e desenvolvimento sustentável, e não aprofundar desigualdades.

A posição foi apresentada pela Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, durante a 114.ª Conferência Internacional do Trabalho, promovida pela Organização Internacional do Trabalho.

Segundo a governante, a inteligência artificial representa uma das maiores transformações tecnológicas da actualidade, com potencial para aumentar a produtividade, impulsionar a inovação, modernizar serviços públicos e reforçar a formação profissional. Contudo, sublinhou que os benefícios não são automáticos e dependem de políticas públicas que garantam inclusão e justiça social.

Ivete Alane afirmou que, para Moçambique, a IA deve estar ao serviço do trabalho digno, da inclusão social e da promoção da paz, defendendo uma transição digital que beneficie toda a sociedade e não apenas determinados grupos.

Ivete Alane, Ministra do Trabalho, Género e Acção Social

O Governo destacou ainda que está em curso a elaboração da Estratégia Nacional de Inteligência Artificial e da Política Nacional de Governação de Dados, no âmbito do novo quadro institucional para a transformação digital.

Entre as iniciativas em preparação, está também a criação de um “sandbox” regulatório de inteligência artificial, com apoio da União Internacional das Telecomunicações, destinado a testar soluções tecnológicas em ambiente controlado e seguro.

A ministra alertou igualmente para os desafios associados ao crescimento do trabalho em plataformas digitais, defendendo a necessidade de proteger os direitos laborais e garantir mecanismos de protecção social adequados.

No encerramento da intervenção, Moçambique apelou ao reforço da cooperação internacional para que a inteligência artificial contribua para reduzir desigualdades, criar emprego qualificado e acelerar o desenvolvimento sustentável, afirmando que a tecnologia deve ser uma ponte para mais dignidade e oportunidades.

Fonte: Checka.

Imagem: Treinamentosaf.

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