Moçambique deu mais um passo importante no fortalecimento da sua estabilidade económica e financeira com a assinatura de cinco acordos de financiamento avaliados em cerca de 455 milhões de dólares norte-americanos, celebrados entre o Governo e o Banco Mundial.
Os acordos foram formalizados durante a visita de altos responsáveis do Banco Mundial a Maputo e abrangem áreas estratégicas para o desenvolvimento do país, incluindo Protecção Social e Resiliência Económica, Competências para o Emprego e Transformação Económica, Resposta à Emergência para a Economia Rural Sustentável e Segurança Hídrica para Zonas Rurais e Pequenas Cidades.
A assinatura dos instrumentos financeiros coincidiu com a visita de uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), que se encontra no país para avaliar os mais recentes desenvolvimentos económicos e discutir medidas destinadas a reforçar a sustentabilidade fiscal e da dívida pública.

Segundo a Ministra das Finanças, Carla Loveira, os novos financiamentos surgem num contexto de desafios económicos provocados por eventos climáticos extremos e por factores externos que afectam a economia nacional. A governante destacou ainda o compromisso do Executivo em implementar as reformas necessárias para maximizar o impacto dos recursos disponibilizados.
Paralelamente, o Governo está a trabalhar com o Banco Mundial e o FMI para restabelecer o apoio directo ao Orçamento do Estado, um mecanismo que poderá reforçar a capacidade do país para financiar programas prioritários de desenvolvimento e acelerar reformas económicas estruturantes.
Os novos financiamentos fazem parte do Quadro de Parceria País 2026-2031, recentemente aprovado pelo Banco Mundial, que prevê um pacote global de cerca de 10 mil milhões de dólares para apoiar o crescimento inclusivo, a criação de emprego, o desenvolvimento do sector privado e o reforço da resiliência económica de Moçambique.
Para as empresas moçambicanas, especialmente as ligadas aos sectores da construção, água, agricultura, formação profissional e prestação de serviços, estes investimentos poderão gerar novas oportunidades de negócios, participação em concursos públicos e integração nas cadeias de fornecimento dos projectos financiados por parceiros internacionais.