Moçambique relança leilões de energias renováveis e procura investidores para central solar em Sofala

Moçambique lançou um concurso internacional para seleccionar investidores privados interessados no desenvolvimento de uma central solar fotovoltaica de 30 MW no distrito do Dondo, província de Sofala. A iniciativa assinala a retoma do Programa de Promoção de Leilões de Energias Renováveis (PROLER), criado para atrair investimento privado e acelerar a expansão da capacidade de geração eléctrica a partir de fontes limpas.

O projecto será desenvolvido por um Produtor Independente de Energia (IPP), responsável pelo financiamento, construção, operação e manutenção da infra-estrutura, sob coordenação da Autoridade Reguladora de Energia (ARENE). O concurso decorre até 22 de Junho.

O relançamento do PROLER reforça a estratégia nacional de diversificação da matriz energética, promovendo mecanismos competitivos de contratação que incentivam a eficiência, a inovação e a redução dos custos de produção de energia. O programa conta com apoio financeiro da União Europeia, através da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

A província de Sofala consolida, assim, a sua posição como uma das regiões estratégicas para o desenvolvimento energético do país, beneficiando da proximidade à Rede Eléctrica Nacional e ao Corredor da Beira. Espera-se igualmente que o projecto contribua para a criação de emprego e para o envolvimento de empresas moçambicanas na cadeia de fornecimento.

O concurso prevê ainda a integração de requisitos de conteúdo local, promovendo a participação de fornecedores nacionais, mão-de-obra moçambicana e programas de capacitação técnica.

A iniciativa surge num contexto de expansão do acesso à electricidade em Moçambique, que atingiu uma taxa consolidada de electrificação de 66,4%, considerando ligações à rede pública e soluções fora da rede. O Governo considera que a mobilização de investimento privado será fundamental para alcançar as metas de acesso universal à energia e apoiar a transição energética do país.

Fonte: Oeconomico.

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