Mozambique LNG atinge 45% de execução e mantém início da produção previsto para 2029

O projecto Mozambique LNG, desenvolvido na Área 1 da Bacia do Rovuma, já atingiu cerca de 45% de execução e mantém o calendário que aponta para o início da produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) em 2029. O avanço das obras reforça a confiança na retoma de um dos maiores investimentos privados em África, avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares.

A informação foi avançada pela TotalEnergies, que confirmou que os trabalhos de construção decorrem conforme o planeado, após o relançamento oficial do projecto no início deste ano. A empresa considera que a evolução das actividades representa um marco importante para garantir o cumprimento dos prazos estabelecidos e preparar Moçambique para uma nova fase de crescimento das exportações de gás.

As operações decorrem na Península de Afungi, em Cabo Delgado, onde continuam os trabalhos de construção das instalações industriais, infra-estruturas de apoio e unidades de processamento que irão permitir a liquefacção e exportação do gás proveniente da Área 1.

Quando entrar em funcionamento, o Mozambique LNG terá capacidade para produzir cerca de 13 milhões de toneladas de GNL por ano, colocando Moçambique entre os principais exportadores mundiais deste recurso energético.

Além do impacto nas exportações, o projecto deverá gerar milhares de postos de trabalho, impulsionar a contratação de empresas nacionais e dinamizar sectores como construção, logística, transporte, hotelaria e serviços especializados, criando novas oportunidades para o sector privado moçambicano.

A evolução do Mozambique LNG ocorre numa altura em que o sector energético nacional ganha novo impulso. Paralelamente, a ExxonMobil prepara a Decisão Final de Investimento para o projecto Rovuma LNG, na Área 4, enquanto diversas empresas internacionais reforçam os preparativos para apoiar as futuras operações de produção e exportação de gás.

Com o progresso registado e o calendário mantido, Moçambique aproxima-se de um dos momentos mais importantes da história do seu sector energético, consolidando a Bacia do Rovuma como um dos principais centros mundiais de produção e exportação de gás natural liquefeito.

Fonte: Diarioeconomico

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