Peace Parks investe 34 milhões de dólares na recuperação do Parque Nacional de Zinave

A Peace Parks Foundation (PPF), organização dedicada à conservação ambiental em África, investiu cerca de 34 milhões de dólares no Parque Nacional de Zinave desde 2015, no âmbito de um programa de recuperação ecológica e institucional de longo prazo.

O investimento permitiu reabilitar infra-estruturas, reforçar a protecção da fauna bravia, apoiar comunidades locais e restaurar uma área que anteriormente enfrentava forte degradação ambiental.

O Parque Nacional de Zinave integra a Área de Conservação Transfronteiriça do Grande Limpopo, uma região com cerca de 100 mil quilómetros quadrados partilhada por Moçambique, África do Sul e Zimbabué, desempenhando um papel relevante na conectividade ecológica e na circulação de espécies selvagens na região.

Nos últimos anos, o parque tem registado um processo significativo de repovoamento de fauna, incluindo a recente introdução de nove rinocerontes-brancos provenientes da África do Sul.

Segundo a PPF, esta operação representa mais um passo na restauração da biodiversidade e no fortalecimento das populações de espécies emblemáticas no parque.

Desde 2015, foram reintroduzidos mais de 2.400 animais de 16 espécies, incluindo elefantes, búfalos, leopardos e hienas, elevando a população total do parque para cerca de 10 mil animais.

O director-executivo da PPF, Werner Myburgh, destacou que os progressos alcançados resultam da combinação de investimento contínuo, parcerias institucionais e liderança local.

A organização sublinha ainda que o Parque Nacional de Zinave está a aproximar-se da sustentabilidade financeira, impulsionado pelo crescimento da fauna e pelo desenvolvimento do turismo de natureza.

Em Moçambique, 20% das receitas geradas pelas áreas de conservação revertem directamente para as comunidades locais, contribuindo para o desenvolvimento económico nas zonas circundantes.

O programa de recuperação inclui igualmente iniciativas comunitárias nas áreas de agricultura, pecuária e apicultura, que em 2025 beneficiaram cerca de três mil pessoas.

Estas acções visam reforçar a ligação entre conservação ambiental e melhoria das condições de vida das comunidades locais.

A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) confirmou que a recente translocação dos rinocerontes foi realizada através de uma operação transfronteiriça envolvendo entidades moçambicanas e sul-africanas, com o apoio de parceiros do sector privado.

O Parque Nacional de Zinave, com 408 mil hectares, é actualmente o único parque em Moçambique que alberga os chamados “Big Five”, consolidando-se como um dos principais activos de conservação e turismo de natureza no país.

Fonte: Diarioeconomico.

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