Produção de energia cresce 9% no primeiro trimestre e reforça capacidade eléctrica nacional

Moçambique registou um crescimento de 9% na produção de energia eléctrica durante o primeiro trimestre de 2026, alcançando cerca de quatro milhões de megawatts-hora (MWh), um desempenho impulsionado sobretudo pelo aumento da produção das centrais hídricas.

Segundo o relatório de execução orçamental referente aos primeiros três meses do ano, a produção representa 25,3% da meta anual, reflectindo uma evolução positiva face ao mesmo período do ano anterior.

As centrais hídricas lideraram este crescimento, produzindo 3.292.712 MWh, o equivalente a um aumento de 10,1%. O desempenho foi favorecido pelo elevado nível de armazenamento das barragens durante a época chuvosa, com destaque para a central de Corumana, que beneficiou das melhores condições hidrológicas.

Já as centrais térmicas produziram 779.559 MWh, registando um crescimento de 5,1% e uma execução de 22,4% do plano anual.

Apesar do aumento da produção, o desempenho das centrais térmicas foi condicionado pelas dificuldades operacionais da Central Térmica de Maputo, afectada pela escassez de água canalizada necessária para o sistema de refrigeração dos grupos geradores.

No mesmo período, foram realizadas 44.743 novas ligações à Rede Eléctrica Nacional, elevando para cerca de 3,8 milhões o número de consumidores domésticos ligados ao sistema eléctrico.

Nos sistemas isolados geridos pelo Fundo de Energia, que incluem centrais solares e mini-hídricas, foram efectuadas 30.668 novas ligações, aumentando o universo de consumidores para 669.718.

Moçambique mantém a posição de maior produtor de energia hidroeléctrica da África Austral, com a maior parte da electricidade proveniente da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, complementada por outras centrais sob gestão da Electricidade de Moçambique.

O crescimento da produção e da expansão da rede eléctrica reforça a capacidade do país para responder ao aumento da procura energética, ao mesmo tempo que cria condições para apoiar a industrialização, atrair investimento e expandir o acesso à energia em todo o território nacional.

Fonte: Jornal Notícias.

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