O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Moçambique registou um aumento de 60,2% em 2025, atingindo 5.693 milhões de dólares (4.829 milhões de euros), com forte contributo dos grandes projectos ligados ao sector do petróleo e gás.
Segundo dados oficiais, a indústria extractiva manteve-se como principal destino do investimento estrangeiro, absorvendo 4.421 milhões de euros, o equivalente a 91,5% do total do IDE no país.
De acordo com o Banco de Moçambique, esta evolução é explicada sobretudo pelo aumento dos fluxos de capital associados aos projectos de petróleo e gás, com destaque para as actividades de prospecção e pesquisa de hidrocarbonetos na bacia do Rovuma, bem como pela revitalização da indústria de carvão e areias pesadas.
O documento refere ainda que, nos últimos anos, os investimentos de empresas fora dos grandes projectos registaram comportamentos mistos, tendo atingido o pico em 2021, impulsionados por actividades de apoio aos megaprojectos, nomeadamente nos sectores de transportes, armazenagem e comunicações.
Em termos sectoriais, a indústria transformadora representou 2,1% do IDE, enquanto as actividades imobiliárias e serviços às empresas corresponderam a 1,2%, com variações moderadas face ao ano anterior.
O investimento estrangeiro em Moçambique tem sido consistentemente impulsionado pelos megaprojectos de gás natural liquefeito (GNL), com destaque para os desenvolvimentos na bacia do Rovuma, considerada uma das maiores reservas mundiais.
Entre os principais projectos destaca-se o da TotalEnergies, o projecto liderado pela ExxonMobil, avaliado em cerca de 30 mil milhões de dólares e ainda em fase de decisão final de investimento, e o projecto da Eni, que já produz desde 2022 através da plataforma Coral Sul, com planos de expansão através do Coral Norte.
As projecções apontam para um novo recorde de IDE em 2026, podendo atingir 5.880 milhões de dólares, impulsionado pela continuação da implementação dos projectos estruturantes de gás natural.
Fonte: SAPO.
Imagem: Oil and Gas Platform | iStock.