O projecto Rovuma LNG, liderado pela ExxonMobil na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, aproxima-se da decisão final de investimento (FID), prevista para o segundo semestre deste ano, e poderá gerar até 150 mil milhões de dólares em receitas para o Estado moçambicano ao longo de 30 anos.
A informação foi avançada pelo director-geral da ExxonMobil Moçambique, Arne Gibbs, durante a 12.ª Conferência e Exposição de Minas e Energia de Moçambique, em Maputo.
Segundo a empresa, o novo plano de desenvolvimento do projecto foi submetido ao Governo moçambicano em Abril deste ano, marcando um passo decisivo na estruturação final do investimento.
Arne Gibbs afirmou que o projecto deverá aumentar em cerca de 60% as receitas do Estado ao longo da sua vida útil, destacando o impacto fiscal e económico da iniciativa.
A ExxonMobil considera o Rovuma LNG o maior projecto de gás natural liquefeito de África, sublinhando que a revisão do conceito técnico permitirá ganhos de escala e maior eficiência na produção.
“Se conseguirmos uma maior escala, mais volume de LNG pelo mesmo custo, ganhamos sempre”, afirmou o responsável, defendendo que a estratégia assenta em economias de escala.
A empresa mantém o calendário previsto para a decisão final de investimento no segundo semestre deste ano.
Para além das receitas de longo prazo, a ExxonMobil destaca que o projecto irá gerar benefícios económicos já durante a fase de construção, através de impostos, taxas e participação da banca comercial moçambicana.
“Existem várias fontes de receita que começarão ainda na fase de construção”, explicou Arne Gibbs.
O Rovuma LNG é considerado um dos projectos estruturantes para a economia moçambicana, com potencial para reforçar as exportações, atrair investimento e aumentar a capacidade fiscal do Estado num horizonte de longo prazo.
Fonte: Club of Mozambique.
Imagem: ExxonMobil