A Saipem, em consórcio com a Jan De Nul, assinou uma Carta de Intenções com a ExxonMobil Moçambique Limitada para avançar com os trabalhos preparatórios do projecto Rovuma LNG, na Área 4 da Bacia do Rovuma. O acordo representa mais um passo na preparação do desenvolvimento do projecto de gás natural em Moçambique.
A Carta de Intenções foi assinada em nome da Mozambique Rovuma Venture (MRV), que representa os parceiros da Área 4, nomeadamente a ENH, CNPC, Eni, KOGAS e XRG. O acordo prevê trabalhos limitados de engenharia preliminar, aquisição e outros serviços técnicos destinados a avançar a definição do projecto e o planeamento da sua execução.
O valor inicial destes trabalhos está estimado em cerca de 11 milhões de euros. A adjudicação definitiva do contrato de Engenharia, Aquisições, Construção e Instalação (EPCI) ao consórcio estará, contudo, condicionada à aprovação da Decisão Final de Investimento (FID) pelos parceiros da Área 4, bem como à obtenção das necessárias aprovações governamentais e regulatórias, previstas para 2026.
A componente abrangida pelo acordo está relacionada com o desenvolvimento das instalações upstream que irão transportar o gás produzido nos recursos offshore da Área 4 até à unidade de liquefacção do Rovuma LNG, em terra.
O plano prevê a produção de gás através de 18 poços submarinos, ligados por uma rede de gasodutos e manifolds submarinos que permitirá encaminhar os recursos para as instalações de liquefacção.
A Saipem e a Jan De Nul deverão contribuir com experiência especializada na execução de projectos EPCI de infra-estruturas submarinas, incluindo gasodutos de exportação de gás, umbilicais, linhas de fluxo e infra-estruturas associadas em ambientes de águas rasas e profundas.
A assinatura da Carta de Intenções reforça a preparação da componente offshore do Rovuma LNG e aproxima o projecto de uma nova fase de definição e planeamento da execução. A decisão final sobre a adjudicação do contrato de maior dimensão dependerá, no entanto, da FID e das aprovações necessárias.
O avanço destes trabalhos representa mais um sinal da evolução dos grandes projectos de gás na Bacia do Rovuma, com a componente offshore a assumir um papel fundamental na ligação dos recursos da Área 4 à futura capacidade de produção de GNL em terra.