Sasol injecta mais de 670 milhões de dólares em impostos e participação da CMH gera 800 milhões

A exploração de gás natural em Inhambane está a gerar receitas de centenas de milhões de dólares para o Estado moçambicano. Ao longo dos últimos 11 anos, a Sasol canalizou mais de 670 milhões de dólares em impostos, enquanto a participação da Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH) no projecto já gerou mais de 800 milhões de dólares através da partilha de produção.

Os dados foram apresentados em Inhassoro e mostram o peso económico dos campos de Pande, Temane e Inhassoro, onde a Sasol Petroleum Temane (SPT) opera com uma participação de 70%, ao lado da CMH, com 25%, e da Corporação Financeira Internacional (IFC), com 5%.

Só em 2025, a SPT registou receitas brutas de cerca de 321 milhões de dólares e lucros líquidos de 123 milhões de dólares. Nesse mesmo ano, a contribuição tributária atingiu 76 milhões de dólares, dos quais 66 milhões corresponderam ao Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRPC).

A dimensão da actividade também é revelada pelos volumes acumulados de produção. Até Outubro de 2025, os campos de Pande, Temane e Inhassoro tinham produzido cerca de 3.306 petajoules, equivalentes a aproximadamente 79,5 mil milhões de metros cúbicos de gás natural.

Parte deste gás tem sido direccionada para o mercado nacional. No âmbito do Imposto sobre a Produção do Petróleo, cerca de 95 milhões de gigajoules foram entregues directamente sob a forma de gás natural para consumo interno e apoio a projectos industriais no país.

A actividade da Sasol entra agora numa nova fase com o Contrato de Partilha de Produção operado pela Sasol Petroleum Moçambique, que prevê o fornecimento anual de 23 milhões de gigajoules de gás à Central Térmica de Temane. O fornecimento deverá sustentar uma capacidade de geração de 450 megawatts de electricidade, além da produção de gás de petróleo liquefeito para o mercado nacional e óleo leve destinado à exportação.

Os benefícios estendem-se igualmente às comunidades das zonas produtoras. Em Inhambane, parte das receitas do Imposto sobre a Produção do Petróleo é canalizada para projectos de desenvolvimento comunitário e iniciativas estratégicas provinciais e distritais.

Os resultados reforçam o peso que os projectos de gás natural podem assumir nas receitas públicas e no desenvolvimento económico de Moçambique, numa altura em que novos investimentos na Bacia do Rovuma prometem ampliar significativamente a escala da indústria nacional de hidrocarbonetos.

Fonte: OEconomico

Partilhar:

Notícias Relacionadas

Buscar no Site