O gás natural poderá tornar-se um dos principais motores da economia moçambicana, com potencial para gerar cerca de US$ 4 mil milhões por ano em receitas fiscais, segundo estimativas do Standard Bank.
De acordo com o banco, o sector do gás natural poderá ainda impulsionar a economia em cerca de US$ 11 mil milhões anuais, criar dezenas de milhares de postos de trabalho e reforçar significativamente a capacidade de investimento público do país.
O director-executivo do Standard Bank Moçambique, Bernardo Aparício, citado em declarações à Bloomberg, destacou que as receitas fiscais terão um papel central na redução da dívida soberana e no reforço do investimento público, contribuindo simultaneamente para o crescimento económico.
Segundo a análise, o projecto de gás natural liquefeito da bacia do Rovuma deverá impulsionar o crescimento económico para cerca de 4,1% e poderá acrescentar até US$ 81 mil milhões ao fundo soberano moçambicano até 2056.
O estudo, elaborado pelo Standard Bank em parceria com a Conningarth Economists, refere ainda que o rendimento das famílias poderá aumentar cerca de 21%, à medida que Moçambique se posiciona como um dos principais fornecedores globais de gás natural.
O projecto de Rovuma LNG, liderado pela ExxonMobil, está avaliado em cerca de US$ 30 mil milhões e tem início de produção previsto para 2030, integrando-se num complexo energético que inclui também o projecto da TotalEnergies, avaliado em US$ 20 mil milhões, recentemente relançado após suspensão em 2021 devido à insegurança em Cabo Delgado.
Adicionalmente, a Eni anunciou investimentos no desenvolvimento de uma unidade flutuante de gás natural liquefeito no valor de US$ 7,2 mil milhões.
Apesar do elevado potencial, o relatório sublinha que Moçambique continua a enfrentar desafios macroeconómicos significativos, incluindo restrições orçamentais, níveis elevados de dívida pública e vulnerabilidades institucionais.
Fonte: Lusa Via ClubofMozambique.
Imagem: Clickpetroleoegas.