A Suécia vai disponibilizar cerca de 287 milhões de meticais (41 milhões de coroas suecas) para apoiar a transformação da Universidade Eduardo Mondlane numa universidade de investigação até 2028, reforçando a cooperação científica de longa data entre os dois países.
O financiamento foi formalizado através de um acordo assinado entre o reitor da UEM, Manuel Guilherme Júnior, e o embaixador da Suécia em Moçambique, Andrés Jato, marcando a décima primeira fase da parceria bilateral.
O programa terá execução entre 1 de Julho de 2026 e 31 de Dezembro de 2028 e visa acelerar a transição da UEM para um modelo mais orientado para investigação científica, inovação e captação de financiamento competitivo.
Entre as principais novidades destaca-se a criação de um “Grant Office”, uma unidade que irá apoiar investigadores na identificação de fundos internacionais, preparação de candidaturas e mobilização de recursos para projectos científicos.
A iniciativa surge num contexto em que a competitividade académica global depende cada vez mais da capacidade de produzir investigação de impacto e captar financiamento externo, posicionando a UEM como actor central na produção de conhecimento em Moçambique.
A cooperação entre a Suécia e a UEM é uma das mais antigas no país, com cerca de 48 anos de existência, tendo contribuído para a formação de centenas de mestres e doutorados e para o fortalecimento de infra-estruturas académicas e científicas.
Segundo dados da instituição, a parceria já permitiu formar mais de 180 doutores e mais de 300 mestres, além de reforçar áreas estratégicas como matemática, estatística, sistemas de informação geográfica, saúde e tecnologia.
Para o governo sueco, esta nova fase não se limita ao financiamento pontual, mas pretende garantir a sustentabilidade da investigação científica em Moçambique, reforçando a capacidade da universidade de responder a desafios económicos, sociais e ambientais do país.
A aposta na UEM como universidade de investigação é vista como estratégica para o desenvolvimento nacional, ao criar condições para que o conhecimento científico contribua de forma mais directa para políticas públicas, inovação tecnológica e crescimento económico.
Com este novo investimento, a Suécia reforça o seu posicionamento como um dos principais parceiros de longo prazo de Moçambique no sector da educação e investigação científica.
Fonte: O Económico.