A TotalEnergies informou o Governo moçambicano de que os custos do projecto de gás natural liquefeito em Moçambique aumentaram cerca de 4,5 mil milhões de dólares, solicitando uma extensão de 10 anos no contrato de produção, segundo a Reuters.
Numa carta enviada ao Presidente da República, Daniel Chapo, o CEO Patrick Pouyanné explicou que os custos adicionais resultam dos atrasos e interrupções provocados pela suspensão do projecto desde 2021, na sequência dos ataques insurgentes no norte do país. O investimento total, inicialmente estimado em cerca de 20 mil milhões de dólares, foi significativamente afectado pela paralisação prolongada.
O projecto, conhecido como Mozambique LNG, foi recentemente retomado após a suspensão da cláusula de força maior, embora ainda dependa da aprovação de um orçamento revisto e de um novo calendário por parte das autoridades moçambicanas.
A empresa prevê agora o início das exportações na primeira metade de 2029, o que representa um adiamento face ao objectivo anterior de 2024. Para compensar o impacto financeiro do atraso, a TotalEnergies solicita a extensão do período de produção do bloco Golfinho-Atum.
O Instituto Nacional de Petróleo de Moçambique está a analisar os novos custos apresentados, sem ainda ter indicado quando concluirá a avaliação.
O projecto encontra-se actualmente com cerca de 40% de execução e continua em regime de contenção operacional, com acesso ao local apenas por via aérea ou marítima devido a preocupações de segurança. Apesar do apoio de forças regionais, a actividade insurgente na zona continua a registar ocorrências pontuais.
O consórcio inclui ainda a ExxonMobil, que desenvolve um projecto paralelo de GNL na região.
Fonte: msn.
Imagem: ainvest.