A norte-americana SLB OneSubsea, contratada pela ExxonMobil para fornecer sistemas submarinos ao projecto de gás Rovuma LNG, pretende estabelecer uma base regional de serviços em Moçambique, com perspectivas de criação de oportunidades de formação e emprego locais.
O contrato contempla o fornecimento de árvores submarinas, colectores, sistemas de controlo associados, além de serviços de engenharia, aquisição, fabrico e apoio à instalação, destinados à produção de gás natural em águas profundas.
“Esta adjudicação reflecte a nossa capacidade de fornecer soluções submarinas integradas que ajudam os clientes a acelerar o desenvolvimento e maximizar o valor dos recursos em águas profundas”, afirmou o presidente executivo da SLB OneSubsea, Mads Hjelmeland, acrescentando que o projecto representa “uma oportunidade significativa para o crescente sector de GNL de Moçambique”.
A empresa anunciou igualmente a intenção de estabelecer uma base de serviços em Moçambique para apoiar operadores em toda a região. Segundo o comunicado, a infra-estrutura deverá criar oportunidades locais de formação e emprego, além de apoiar o desenvolvimento das cadeias de fornecimento regionais.
A SLB OneSubsea é uma das principais empresas mundiais de sistemas submarinos para a indústria petrolífera, controlada pela norte-americana SLB em parceria com a Aker Solutions e a Subsea7, contando com cerca de 10 mil trabalhadores a nível global.
A adjudicação constitui mais um passo nos preparativos para a decisão final de investimento (FID) do Rovuma LNG, que os parceiros continuam a apontar para este ano.
Ainda este mês, a ExxonMobil, também em nome do consórcio Mozambique Rovuma Venture (MRV), anunciou a selecção de duas empresas nacionais para serviços de apoio logístico ao projecto: a CFML Logistics, participada dos Caminhos de Ferro de Moçambique, para apoiar as operações da base logística do Terminal de Granéis de Pemba, e a Alistair Group Mozambique, para serviços associados à campanha de perfuração da Área 4 e às operações offshore.
Na mesma ocasião, a operadora anunciou cartas de intenção com a italiana Saipem e a belga Jan De Nul para serviços de engenharia, aprovisionamento e apoio técnico ligados à infra-estrutura submarina do projecto.
A petrolífera norte-americana levantou, em Novembro de 2025, a declaração de força maior que mantinha suspenso o projecto desde os ataques armados de 2021 em Cabo Delgado, acelerando desde então a contratação de fornecedores e os preparativos para a FID.
Fonte: Jornal Notícias
Imagem: SLB