A Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabwe (CPMZ) iniciou, a 1 de Outubro de 2026, um novo modelo operacional de bombagem em série, que permite transportar combustíveis directamente do Porto da Beira para Harare, sem necessidade de descarga intermédia em Feruka, no Zimbabwe.
A operação resulta da interligação dos oleodutos Beira–Feruka, operado pela CPMZ, e Feruka–Harare, sob responsabilidade da Petrozim Line (PZL). O novo sistema permite que as duas infra-estruturas funcionem de forma integrada, aumentando a eficiência e a flexibilidade do transporte de produtos petrolíferos refinados.
O primeiro carregamento de combustível neste modelo saiu da estação de bombagem da Beira às 10h30 do dia 1 de Outubro, com destino directo a Harare, assinalando uma nova etapa na cooperação energética entre Moçambique e Zimbabwe.
A iniciativa reforça o papel do Corredor da Beira no abastecimento de combustíveis à região e enquadra-se na estratégia de posicionar Harare como um centro de distribuição para mercados do interior da África Austral, incluindo Zâmbia, Malawi, Botswana e República Democrática do Congo.
O desenvolvimento deste modelo operacional acompanha os investimentos em curso para aumentar a capacidade de transporte do oleoduto Beira–Feruka. A segunda fase do projecto de expansão da CPMZ prevê a construção de duas novas estações de bombagem, em Nhamatanda, na província de Sofala, e Messica, na província de Manica.
Com a conclusão desta fase, prevista para o final de 2027, a capacidade anual do oleoduto deverá aumentar de três para cinco milhões de metros cúbicos, representando um crescimento de cerca de 67%.
A expansão pretende responder à procura crescente de combustíveis na região, reforçar a segurança do abastecimento e consolidar o Corredor da Beira como uma rota estratégica para o transporte de produtos petrolíferos destinados aos mercados da África Austral.
Fonte: CPMz